Dia 2 - Marvão e arredores

14:42

Depois da exposição conseguimos finalmente almoçar e acreditem que este almoço me soube pela vida, entramos no carro e fomos até Marvão que era o destino escolhido para esta viagem. Até lá chegarmos passamos por sítios lindos e por ser inverno os campos estavam todos verdinhos. As serras desta zona são completamente carregadas de pedra mas conforme nos aproximávamos de Marvão as rochas da serra pareciam que tinham sido colocadas cuidadosamente umas em cima das outras com aquela disposição, nunca tinha visto nada assim.


Quando chegamos a minha mãe não resistiu e lá teve que entrar naquelas lojinhas que vendem lembranças. Sempre que vamos ao Alentejo acabamos por trazer umas garrafinhas de licor e este ano não foi excepção, o que alegrou bastante o meu pai. Fomos em direcção ao castelo e antes deste havia um grande espaço, praça se assim lhe quiserem chamar, onde as muralhas faziam de varanda entre nós e o que estava a volta de Marvão. À frente do castelo estava ainda um jardim lindo todo arranjado que contrastava com o cinzento da muralha. O. castelo é enorme e não tem comparação com o de Castelo de Vide. Assim que entramos descemos umas escadinhas que desvendaram uma cisterna debaixo do chão. Depois fomos em direcção às grandes torres. Da maior torre conseguimos mais uma vez uma vista de 360 graus onde conseguíamos ver Castelo de Vide, as estradas que passamos até chegar a Marvão e a barragem da Apartadura. Nas serras mais longínquas, algures, passava o rio Sever onde se faz a fronteira de Portugal - Espanha.

Depois de Marvão entramos no carro para voltar, já nos restavam poucas horas de luz e como íamos para os vales isto significava que tínhamos mais uma hora de sol. Passamos pela barragem que vimos do castelo. A água reflectia o azul do céu e não havia um único som que se ouvisse além da natureza. 

Já estava a escurecer mas o meu pai lembrou-se que nesta zona havia um menir. E claro que nós quisemos ir ver. O menir está num pequeno parque, afastado  da civilização, onde quem mais pára ali são os caçadores para almoçar ou lanchar. Talvez seja por isso que tudo estava em tão bom estado e o menir não estava estragado. Chateia-me que não possamos ter sítios espectaculares ao lado de casa porque as pessoas não têm qualquer respeito por nada e estragam tudo. 

De volta a Castelo de Vide o meu pai decide que devíamos de ir a uma igreja num monte que nós estávamos sempre a ver no alto iluminada à noite, e ver o contrário, Castelo de Vide iluminado. Este lugar chama-se Nossa Senhora da Penha e é uma pequena igreja/capela que está isolado no topo da serra. De lá conseguíamos ter uma vista espectacular sobre Castelo de Vide que parecia tão perto de nós.

Antes de regressarmos ao hotel ainda fomos jantar e dar mais uma voltinha mas o frio era tanto que tivemos de terminar este dia cedo.

 Muralha do castelo de Marvão.


Muralha que percorre o limite de Marvão.


 Castelo de Marvão.


Vista da entrada do castelo.


Castelo de Marvão.


Castelo de Marvão.


Castelo de Marvão.


Vista do Castelo de Marvão.


Rua que sobe para o castelo.


Marvão.


Barragem da Apartadura.





Menir.


Vista para Castelo de Vide desde a Nossa Senhora da Penha.


Nossa Senhora da Penha.


Castelo de Vide (foto sem flash).

Catarina

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